Paraty já é um destino que dispensa apresentações. Centro histórico tombado pela UNESCO, baías de água verde-esmeralda, cachaça artesanal e uma gastronomia que mistura influências indígenas, africanas e portuguesas. Mas existe um momento do ano em que a cidade vai além de tudo isso e se transforma em um dos maiores eventos culturais da América Latina. Esse momento é a FLIP, a Festa Literária Internacional de Paraty, e em 2026 ela acontece entre os dias 22 e 26 de julho.
O que é a FLIP?
A Festa Literária Internacional de Paraty chegou à sua 24ª edição em 2026 e se consolidou como um dos eventos mais importantes da cultura brasileira. Desde a primeira edição, em 2003, a FLIP reúne escritores nacionais e internacionais para debates, mesas literárias e atividades que transformam as ruas de pedra do centro histórico em um grande palco da literatura mundial.
O evento é reconhecido como Patrimônio Histórico Cultural e Imaterial do estado do Rio de Janeiro e da cidade de Paraty, o que diz muito sobre o papel que ele ocupa na identidade da região.
A edição de 2026 homenageia Orides Fontela, poetisa paulista nascida em São João da Boa Vista, vencedora do Prêmio Jabuti em 1983 e uma das vozes mais singulares da poesia brasileira contemporânea. A curadoria ficou nas mãos de Rita Palmeira, que organizou 21 mesas literárias com autores nacionais e internacionais, cada uma com um título retirado diretamente da obra da homenageada.
Quem está na programação?
A FLIP 2026 reúne nomes que justificam a viagem por si só. Entre os autores internacionais confirmados estão Zadie Smith, uma das escritoras mais importantes da literatura contemporânea em língua inglesa, Kamel Daoud, escritor argelino finalista do Booker Prize, Hisham Matar, escritor líbio-britânico vencedor do Pulitzer, e Andrei Kurkov, escritor ucraniano cujos livros ganharam nova dimensão com a guerra. Do universo lusófono, a angolana Ana Paula Tavares e a portuguesa Djaimilia Pereira de Almeida são presenças de peso.
A programação vai muito além das mesas principais. A FLIP 2026 conta com 44 Casas espalhadas pela cidade, cada uma com programação própria, incluindo a Casa Paraty, novidade desta edição que valoriza a cultura local, a Flip Preta no Quilombo do Campinho, a Flipinha para crianças, a FlipZona para jovens e a Praça Aberta com atividades gratuitas ao ar livre.
FLIP e turismo: o que o evento representa para Paraty
Para quem trabalha com turismo, a FLIP é um fenômeno que vai além da literatura. Durante os cinco dias do evento, Paraty recebe visitantes de todo o Brasil e do mundo, com um perfil de turista que valoriza cultura, gastronomia e experiências autênticas. Hotéis, pousadas e restaurantes da cidade e da região da Costa Verde operam com ocupação máxima, e o impacto econômico se estende por toda a cadeia do turismo local.
Mas o que a FLIP faz de mais importante para o turismo de Paraty não é só o movimento durante o evento. É o que ela faz pela imagem da cidade durante o ano inteiro. Paraty já era um destino consolidado antes da FLIP, mas o evento colocou a cidade em um circuito cultural internacional que atrai um público que, de outra forma, talvez não chegasse até lá. Esse turista cultural que vai à FLIP costuma voltar em outras épocas do ano, recomenda a cidade para amigos e família e contribui para um turismo mais qualificado e sustentável.
Como chegar a Paraty saindo do Rio de Janeiro?
Paraty fica a aproximadamente 250 quilômetros do Rio de Janeiro, pela BR-101, a Rodovia Rio-Santos. O trajeto de carro leva entre 3 e 4 horas, dependendo do tráfego, e o percurso pela Costa Verde é um dos mais bonitos do Brasil, com o mar do lado direito e a Mata Atlântica do lado esquerdo durante boa parte do caminho.
Para quem prefere não dirigir, a Brazil Connection oferece traslados saindo do Rio de Janeiro com destino a Paraty, com pick up no hotel e conforto durante todo o percurso. É a forma mais prática de aproveitar a viagem sem se preocupar com logística, especialmente durante a FLIP, quando o trânsito na região pode ser intenso.
O que fazer em Paraty além da FLIP?
Paraty tem muito a oferecer para quem aproveita a viagem para explorar a região. As escunas que percorrem as ilhas e praias da baía são uma das experiências mais procuradas, com paradas em praias de água cristalina que só se acessam pelo mar. A Cachoeira do Tobogã, a Praia do Sono e a Praia de Trindade são destinos que valem o desvio. O centro histórico, com suas ruas de pedra irregular e casarões coloniais iluminados à noite, é um passeio que não tem hora para acabar.
A cachaça artesanal de Paraty tem denominação de origem e é produzida em alambiques que recebem visitantes para degustação. A gastronomia local, com frutos do mar frescos e pratos que misturam as influências culturais da região, é outro motivo para ficar mais de um dia.
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